<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2760052832622478028</id><updated>2012-02-16T12:20:51.551-08:00</updated><title type='text'>Promiscuidade Poética</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://promiscuidadepoetica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2760052832622478028/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promiscuidadepoetica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Renato Burkert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16643264117319235685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2760052832622478028.post-2153887546910385081</id><published>2008-01-10T12:17:00.000-08:00</published><updated>2008-01-10T12:27:02.294-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LvzxlnTrl8U/R4Z9lrVtkmI/AAAAAAAAAD4/YnFGqmnomkQ/s1600-h/DSC04164.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153944909814534754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_LvzxlnTrl8U/R4Z9lrVtkmI/AAAAAAAAAD4/YnFGqmnomkQ/s400/DSC04164.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Jimmy Urban Cat&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2760052832622478028-2153887546910385081?l=promiscuidadepoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promiscuidadepoetica.blogspot.com/feeds/2153887546910385081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2760052832622478028&amp;postID=2153887546910385081' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2760052832622478028/posts/default/2153887546910385081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2760052832622478028/posts/default/2153887546910385081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promiscuidadepoetica.blogspot.com/2008/01/jimmy-urban-cat.html' title=''/><author><name>Daniel de Deus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03982601879962848664</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LvzxlnTrl8U/SjktoZims5I/AAAAAAAAARE/PgHEx1nE6Ls/S220/Daniel+Foto+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LvzxlnTrl8U/R4Z9lrVtkmI/AAAAAAAAAD4/YnFGqmnomkQ/s72-c/DSC04164.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2760052832622478028.post-1705831745255364555</id><published>2007-11-18T18:46:00.000-08:00</published><updated>2007-11-18T19:39:49.733-08:00</updated><title type='text'>A ilusão da comunicação.</title><content type='html'>A voluptuosidade objetiva perpetuaria a condenação dos aspectos enigmáticos humanos? Corroboraria desta forma à vigência de um ser aquém de suas possibilidades.&lt;br /&gt;Sob controle da mediocridade caracteriza-se essencialmente um modelo interacional que sustenta-se através de relações combinatórias calcadas frequentemente em leis fomentadoras de um pensamento moral comunizador.&lt;br /&gt;Contudo, o que se observa se constitui de forma ainda confusa para a compreensão, ficando sob o risco de incorrer em erros devido a não-apreensão total dos eventos observados. A análise se baseia na interpretação minuciosa de cada conteúdo proferido por determinado indivíduo e em seguida a integração dessas informações com estruturas psíquicas hipotéticas.&lt;br /&gt;As experiências iniciais apontam para a comprovação da existência de um intrínseco aspecto humano que o leva a hostilizar o contato social legítimo, assim este é negligenciado e substituído por uma organização elaborada pelas instâncias internas do indivíduo que, pode se dizer, ¨somatiza-se¨ através da linguagem, e, consequentemente, vale-se da comunicação para a plena justificação da ocorrência. A compreensão do outro seria claramente prejudicada mediante tais condições, mas o contexto  instalado se configura de modo que há reciprocidade neste modelo comunicacional ilusório.&lt;br /&gt;É relevante o fato de que o indivíduo ao falar sozinho estabelece um processo de interlocução individual no entanto não unidimensional, mas isso é outra história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2760052832622478028-1705831745255364555?l=promiscuidadepoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promiscuidadepoetica.blogspot.com/feeds/1705831745255364555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2760052832622478028&amp;postID=1705831745255364555' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2760052832622478028/posts/default/1705831745255364555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2760052832622478028/posts/default/1705831745255364555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promiscuidadepoetica.blogspot.com/2007/11/iluso-da-comunicao.html' title='A ilusão da comunicação.'/><author><name>Daniel de Deus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03982601879962848664</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LvzxlnTrl8U/SjktoZims5I/AAAAAAAAARE/PgHEx1nE6Ls/S220/Daniel+Foto+2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2760052832622478028.post-5971853362062620555</id><published>2007-11-17T04:46:00.000-08:00</published><updated>2007-11-17T05:28:36.331-08:00</updated><title type='text'>Um olhar sobre o silêncio.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sobre  uma base romântica concentra-se este projeto e seu cárater estabelece novas conceituações ontológicas na forma de composições textuais. Aplica-se à esta realidade um grau de liberdade que deflagra nos homens a ascensão às suas satisfações primordiais pela estreita via da linguagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, após minuciosa análise etiológica poderão ser observados indícios de fenômenos importantes que transcorrem com a comunicação inteiramente inibida, há uma anulação da linguagem.&lt;br /&gt;De modo que, ao trazermos esta estrutura hipotética conceitual para os seres humanos, torna-mo-nos displicentes quanto ao modelo convencionado de investigação científica aplicada ao ser humano no que tange à comunicação, isto é, a priori da observação constitui-se nos períodos em que há omissão da linguagem, um silêncio do qual se extrairá conteúdos relacionados ao Eu do indivíduo.&lt;br /&gt;O valor do silêncio, por fim, se estabeleceu por sua inclusão entre os aspectos ligados à heranças comportamentais filogenéticas. Pode-se afirmar, de forma não-conclusiva, que o pensamento especulativo caminha na direção de uma interpretação dos mecanismos filogenéticos do homem responsáveis por acionar ou inibir seu comportamento de comunicar-se durante uma circunstância prazerosa, com o fim de observar a semelhança com períodos de inação comunicacional longos encontrados em outras espécies animais.&lt;br /&gt;Este pensar é, indiscutivelmente, descomprometido contudo regido curiosamente e contraditoriamente pelo próprio apreço à linguagem, no entanto, vale-se dela para propor a negação de sua essencialidade na determinação qualitativa das formas de obtenção de prazer elementares humanas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2760052832622478028-5971853362062620555?l=promiscuidadepoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promiscuidadepoetica.blogspot.com/feeds/5971853362062620555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2760052832622478028&amp;postID=5971853362062620555' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2760052832622478028/posts/default/5971853362062620555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2760052832622478028/posts/default/5971853362062620555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promiscuidadepoetica.blogspot.com/2007/11/um-olhar-sobre-o-silncio.html' title='Um olhar sobre o silêncio.'/><author><name>Daniel de Deus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03982601879962848664</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_LvzxlnTrl8U/SjktoZims5I/AAAAAAAAARE/PgHEx1nE6Ls/S220/Daniel+Foto+2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2760052832622478028.post-3730474898273635684</id><published>2007-09-24T15:51:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T16:30:46.295-07:00</updated><title type='text'>Arte e Ação</title><content type='html'>Sim, a física quântica está me deixando louco. É um mundo de possibilidades, especulações, um buraco negro a ser preenchido com sua imaginação; deixaria qualquer um louco. Olho tudo, ou nada, e vejo as possibilidades. Ignoro as leis, as ciências, dou ouvidos apenas a dois elementos, internalizados: minha própria Consciência, que me guia de forma instintiva - e não ignoro, de maneira alguma, que essa consciência foi criada pela sociedade, e, é, aliás, a única parte da sociedade que me responde - e pela Imaginação, essa ilimitada, desamarrada, que não me foi dada - ou, se o foi, não foi pela sociedade, mas por herança genética, ou forças superiores que não discutiremos aqui.&lt;br /&gt;   Acredito em coisas impossíveis, sim. Se isso me faz mais ou menos louco para a sua concepção, no fundo não importa. Acredito, sem a fé que eles gostariam, mas acredito. Questionando inconvenientemente, mas acredito. Não obstinado, nem cético. Acredito. Se a realidade é possível apenas do ponto de vista de um homem, e não de uma sociedade inteira, então a realidade acontece dentro dele, e não fora, como nos fizeram e fazem pensar. E, se acontece dentro, por sua vez, qual seria o limite da realidade, senão os impostos por sua Consciência e Imaginação? O artista consegue, ou transpor esses limites, ou conciliá-los. E isso de certa forta causa-nos conforto, ou incômodo.&lt;br /&gt;   A arte está muito mais ligada à vida, à concepção de mundo e da realidade do que com o gosto do público ou as exigências comerciais. Um verdadeiro artista, que não produz apenas a Poesia - entendida em suas diversas manifestações, onde a literatura e principalmente os poemas, apesar de ocuparem lugar significativo, é só uma parte da gama de variações expressivas - mas a sente, a vive, entrega seu tempo, sua capacidade reflexiva (Razão), e sua Imaginação, na tentativa árdua e ingrata de preencher as lacunas que os mortais não ousam questionar. O verdadeiro e bom artista deve falar tanto em sua biografia quanto em sua produção. Obra e passos devem seguir na mesma direção. Discurso e Prática não se devem distanciar. Suas ações devem ser contundentes com suas falas. Um produto não pode ser concebido sem que o artista o autentique com sua experiência. Se o artista pretende seguir seu mais puro talento, sua inspiração mais subjetiva, não pode, não deve e não fará concessões. Concessões são para os fracos, ou desesperados. Eu não farei concessões, não venderei meus trabalhos, a menos que gostem dele pelo que são, que sejam reconhecidos por sua natureza. Não mudarei minha Poética para viver. Assim como não aceito trabalho que fuja dos meus ideais, meus conceitos de conduta. Esse sou eu, um artista fracassado em ascensão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2760052832622478028-3730474898273635684?l=promiscuidadepoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promiscuidadepoetica.blogspot.com/feeds/3730474898273635684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2760052832622478028&amp;postID=3730474898273635684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2760052832622478028/posts/default/3730474898273635684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2760052832622478028/posts/default/3730474898273635684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promiscuidadepoetica.blogspot.com/2007/09/arte-e-ao.html' title='Arte e Ação'/><author><name>Renato Burkert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16643264117319235685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2760052832622478028.post-6147516576423376904</id><published>2007-09-24T15:50:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T15:51:01.623-07:00</updated><title type='text'>Língua Concreta X Língua Original (Abstrata)</title><content type='html'>"Como nós funcionamos?Podemos entender isso?Ou nosso corpo é limitado, o que nos limita, impedindo que possamos enxergar além?Abra as portas da percepção"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O que vem antes, sentimento ou palavra?Amo todas as palavras, e isso indepentemente de sua classe ou significado; mas existe uma categoria de palavras que me atraem ainda mais: as palavras que descrevem sentimentos...Como ousa o homem - como sempre muito ganancioso e prepotente - tentar definir um sentimento, e, pior, sintetizar toda a carga social e pessoal contida nele através de um único vocábulo? Não se pode traduzir em palavras algo tão complexo como um sentimento; criar uma palavra dessas é, no mínimo, cair num simplismo empobrecedor. Tente descrever com palavras um elefante, ou um avião, qualquer objeto concreto. Você poderá comprovar que, caso o leitor não esteja plenamente familiarizado com o objeto descrito, será uma tarefa realmente árdua conseguir transmitir a idéia sem falhas ou defasagem. Realizado esse teste, tente imaginar o que aconteceria com a descrição de um sentimento. Como poderíamos reduzir um sentimento num resumo tão simplificado - um único vocábulo - a ponto de entendermos? As palavras, como a língua, é objeto da razão, da lógica, e, exatamente por esse motivo não pode ser usado adequadamente para descrever algo que está localizado antagonicamente, que é o campo dos instintos, como os o sentimento. Poderíamos, por exemplo, tentar realizar o contrário, tentando transformar uma palavra em um sentimento? Isso é bastante fácil de fazer, basta olhar para uma palavra - tanto no conceito de "significado" quanto no de "significante", falando em termos linguísticos apropriados - ou um objeto e tentar sintetizar ou inventar um sentimento que seja equivalente a ela. É muito fácil de atribuir um valor sentimental às coisas dessa maneira, mas eu diria que não seria nada simples para confirmarmos a eficácia e a acurácia da equivalência entre o sentimento e a palavra associada a ele. Essa prática também pode fazer alguns sentirem-se idiotas, ou pode fazer com que simplesmente não consiga levar aquilo adiante. Uma coisa subjetiva, que é o sentimento, não pode ser descrita de forma objetiva, através da linguagem. Sempre que o homem tenta nomear algo abstrato, acaba generalizando, rotulando sentimentos. A falta de precisão fez muitas vítimas, muitos mal entendidos; o homem sempre teve a necessidade de nomear as coisas - se isso é ou não uma característica inata poderá ser discutido em fórum posterior - por razões óbvias de cunho social e lnguístico; mas nomear algo concreto é fácil, algo que todos olharemos e enxergaremos a mesma coisa. Mas quando partimos para nomear as coisas abstratas, os problemas começam a surgir. As noções divergem devido a subjetividade e a experiência de cada um. Uma das primeiras noções abstratas de que o homem teve consciência desde o começo, ainda que não tivesse um nome, trataremos aqui dessa noção como "Deus". Até o momento que o homem vivenciava Deus sem tentar rotular-lhe com um nome, todos compartilhavam do mesmo sentimento, da mesma noção, como acontece até hoje com as várias e infinitas religiões, onde não importa, no fundo, muito qual o nome do Deus, e sim o que significa. Mas quando alguém resolveu, lá na Grécia antiga, colocar nomes nos Deuses que tinham, a discórdia tomou conta deles. Desde lá até hoje, a mera diferença vernácula entre Deuses como Alá e Jeová ou Jesus, acarreta o sangue de milhões de pessoas. Talvez nem todas as coisas devessem então ter nomes, pois a função da língua é facilitar o entendimento coletivo sobre alguma coisa, e, no caso das noções abstratas, como Deus ou o sentimento, essa função da língua não só não é cumprida como ainda tem efeito contrário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2760052832622478028-6147516576423376904?l=promiscuidadepoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promiscuidadepoetica.blogspot.com/feeds/6147516576423376904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2760052832622478028&amp;postID=6147516576423376904' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2760052832622478028/posts/default/6147516576423376904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2760052832622478028/posts/default/6147516576423376904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promiscuidadepoetica.blogspot.com/2007/09/lngua-concreta-x-lngua-original.html' title='Língua Concreta X Língua Original (Abstrata)'/><author><name>Renato Burkert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16643264117319235685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2760052832622478028.post-7016632289508745017</id><published>2007-09-24T14:20:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T14:37:23.164-07:00</updated><title type='text'>Aprendizado e Dor</title><content type='html'>Sobrecargas substanciais que revelam a Morte, e com ela a Vida, e com ela a Verdade. E veio uma saudade. Saudade de ignorar, de não sentir a necessidade de mais e mais, e cada vez mais, mergulhando cada vez mais fundo no conhecimento de mim e do mundo. Uma sede que nunca se aplaca, onde um é muito e mil é pouco. A Verdade tem um preço muito alto. Sempre. Nunca mais se pode dormir tranquilamente, pois o vislumbre que teve o deslumbra, condiciona, escraviza. A volta à vida foi pior que a morte. A vida sem graça e mediana de quem já não vê mistérios, de quem olha para tudo e consegue entender os porquês de cada situação, as malditas leis que regem o universo. Essa compreensão o deixa vazio. É um grito que te rasga silenciosamente o coração, uma dor que você precisa compartilhar, mas não tem para quem falar, ninguém entenderia. O mundo é cético, e isso o faz ser como é. As realidades possíveis são o que a mente humana determina como possível. Os desejos controlam o mundo, pois o homem controla o mundo, e é escravo dos desejos. Desejo é a necessidade de sensações; sensações são experiências; as experiências formam quem você é, o que pensa e como age. Você é quem é porque quer o que quer. Toda transformação, ou ação, é feita pelos homens, que, direta ou indiretamente, o fazem para suprir suas necessidade, que são manifestadas através dos desejos. O mundo é como é porque os homens fazem o que fazem, certo? E os homens fazem o que querem, não? Então, podemos concluir que o mundo é exatamente como o homem quer, nem mais nem menos. O mundo é fruto do desejo, do pensamento e da ação humana, portanto esse é o mundo que o homem quer; não adianta tentar mudá-lo, não adianta tentar melhorá-lo, pois a humanidade irá te punir, uma vez que você estará desconstruindo o que ela vem lutando para construir e manter há milênios. Não mude o mundo, é uma responsabilidade muito grande. Mude a si mesmo. Esse é o aprendizado e a dor de quem vê que não precisava ser assim, de quem se sente impotente de nadar contra a correnteza do mundo, ainda que no fundo eu lute por ele, me acusarão do contrário. Ir contra o mundo é lutar por ele, mas acaba sendo lutar para fazer a vida de todos mais feliz, inclusive a de seus inimigos, e isso é muito difícil de lidar, lutar para libertar aqueles que te querem matar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2760052832622478028-7016632289508745017?l=promiscuidadepoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promiscuidadepoetica.blogspot.com/feeds/7016632289508745017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2760052832622478028&amp;postID=7016632289508745017' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2760052832622478028/posts/default/7016632289508745017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2760052832622478028/posts/default/7016632289508745017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promiscuidadepoetica.blogspot.com/2007/09/aprendizado-e-dor.html' title='Aprendizado e Dor'/><author><name>Renato Burkert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16643264117319235685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2760052832622478028.post-7303650584583435427</id><published>2007-09-24T12:47:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T14:44:04.649-07:00</updated><title type='text'>A Dor.</title><content type='html'>Inexplicável ausência de tudo, a presença inevitável do nada. A certeza hesitante de quem teme ficar sozinho. Aquele que chora por tudo, chora pelo mundo, mas não para ele. Chora por dentro, sente a dor máxima da existência, indigna-se diante da banalização do maravilhoso; a dor vazia e sem voz, que incomoda e persegue, afunda. E faço sorrisos, e pisco com bondade, e apodreço por dentro, mato-os todos os dias em minha mente; mato a eles mas sinto que quem morre aos poucos sou eu...meu sangue é o sangue de todos, e de cada um...meus filhos são todos aqueles que nasceram sob o sol ou sob a lua...meu mundo é o mesmo que eles vendem e destroem para alimentar seus egos insaciáveis...sem saber, ou ainda pior, sabendo...A dor indescritível, que perpassa. Uma dor tão grande que não pode ser sentida, tem de ser vivida. A dor de uma entrega diária à certeza da inércia. Um mundo doente, canceroso e cancerígeno, tão culpado quanto juiz. Onde a entrega e a conformidade são tão grandes que não é possível libertá-los de suas próprias vidas. A dor de quem olha o mundo e fica triste sem motivo; está triste apenas por existir, por saber que amanhã já não existirá, e que sua passagem foi apagada por culpa de contemporâneos medíocres e excessivamente tolerantes, felizes em servirem desejos que não são os seus, nem os meus, e que, no fundo, ninguém sabe a quem pertencem, mas, ainda assim, cumprem com louvor e gratidão. A dor dilacerante e aguda que provoca náuseas diante dos contrastes, a sensibilidade aguçada que o mundo chama de loucura e eu creio sabedoria. A dor de quem não se cala, não consegue se calar, e vê que suas palavras são os pensamentos de milhares e milhões, mas que eles não se dispõem a entregar suas tolas vidas em favor de uma humanidade humana, em favor de uma existência superior - e não digo isso de forma religiosa, prometendo recompensas divinas, mas através de atitudes concretas, de planejamento e cooperação. A dor de quem sabe será excluído e maluco por toda a vida - mesmo, que, espero, essa não seja muito longa - sempre à margem, mesmo estando no topo do pensamento e da razão. Mas sentindo a ingratidão do mundo como uma chaga, insuportável. A dor, de poetas, artistas, drogados, mendigos, presos e loucos. A dor da juventude revolucionária que teima em não amadurecer (complexo de Peter). A dor de ver arte e contraste, e ser chamado de farsa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2760052832622478028-7303650584583435427?l=promiscuidadepoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promiscuidadepoetica.blogspot.com/feeds/7303650584583435427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2760052832622478028&amp;postID=7303650584583435427' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2760052832622478028/posts/default/7303650584583435427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2760052832622478028/posts/default/7303650584583435427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promiscuidadepoetica.blogspot.com/2007/09/dor.html' title='A Dor.'/><author><name>Renato Burkert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16643264117319235685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
